O assedio moral existe há muitos anos, precisamente na época que surgiu o trabalho, ou seja, sempre existiu esse fenômeno degradante que fere a dignidade do ser humano. Ele consiste na exposição de trabalhadores, homens e mulheres a situações humilhantes, constrangedoras caracterizado com gestos, palavras, comportamento, atitudes repetitivas e prolongadas contra a dignidade sua integridade, metal ou física de uma pessoa, com todos os tipos de ameaças.

Esse fenômeno denominado de assedio moral é revelado por atos e comportamentos agressivos que buscam a desqualificação e desmoralização profissional e a desestabilização emocional dos assediados, tornando o ambiente de trabalho desagradável, insuportável e hostil. Uma de suas características é o abuso de poder de forma repetida, com isso o acumulo desses pequenos traumas é que geram a agressão, sendo esta relação desumana e sem ética marcada pelo abuso do poder e manipulações forçando o empregado a desistir do emprego, são atos cruéis desumanos atitudes violentas e sem ética alguma nas relações de trabalho, praticados por um ou mais chefes contra seus subordinados.

Um dos elementos essências do assedio moral é a reiteração do comportamento ofensivo ou humilhante para com o assediado e tem intenção de ocasionar um dano mental ou moral ao trabalhador durante a jornada de trabalho e relativas ao exercício de suas funções.

Alem disso, também é conhecido como violência moral, pois visa humilhar, desqualificar e desestabilizar emocionalmente a relação da vitima com a organização e o ambiente de trabalho, altera valores, causa danos mentais interfere negativamente na saúde, na qualidade de vida ele é um sofrimento solitário que faz mal à saúde do corpo e da alma e pode levar a morte. O assedio moral é uma relação triangular entre quem assedia a vitima e os demais colegas de trabalho. Quando acontece, a vitima, passa a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada no seu local de trabalho.

Os principais alvos, são mulheres com relação a raça e etnia. Os homens também não estão livres do assedio, com eles é a questão da orientação sexual particularmente se for homoafetivo ou possuir algum tipo de limitação física ou de saúde, no caso os doentes e acidentados. Os principais objetivos do agressor é livrar-se da vitima, forçá-lo a pedir demissão demiti-lo em geral por insubordinação, destruir emocionalmente a o empregado por meio da vigilância constante.

Como saber se uma pessoa esta sofrendo assédio moral? Quando ele passa a sofrer ameaças constante, o agressor amedrontar quanto a perda do emprego, quando supervisor, subir a mesa e chamar todos de incompetente, repetir a mesma ordem para fazer tarefas simples, centenas de vezes, desmoralizar publicamente, trocar de turno de trabalho sem prévio aviso, dispensar o trabalhados por telefone, telegrama ou correio eletrônico estando ele em gozo de férias.

A denuncia poderá ser da seguinte maneira, converse inicialmente com o agressor para esclarecer como você se sente, mas caso ele não queira evite conversar a sós com ele, procure solidariedade com os demais colegas de trabalho com estratégicas coletivas para enfrentar o problema, suporte emocional também na família, amigos, colegas e se possível psicólogos. Quando for denunciar leve um colega ou representante sindical para servir como testemunha, relate as agressões na Ouvidoria ou no setor de Recursos Humanos e solicite uma mediação para solucionar o problema, busque apoio jurídico com profissionais devidamente habilitados, contate também a Comissão Interna de Prevenção de acidentes (CIPA).

Onde denunciar, no sindicato da sua categoria: Nos Centros de Referencias em Saúde do Trabalho (CEREST), relatando o ocorrido ao medico, assistente social ou psicólogo; Se você for celetista: denunciar no Ministério do Trabalho e Emprego, Comissão dos Direitos Humanos da OAB, Ministério Publico do Trabalho, entre outros.

Em suma, todos nos temos direitos e deveres, esses atos fere a dignidade da pessoa humana, sabemos das nossas obrigações, mas as pessoas hierarquicamente nas áreas de trabalho tem que valorizar e respeitar o profissional, pois assim este empregado desempenhara suas funções adequadamente no âmbito trabalhista.

WAGNABORGES

 

 

 

 

 

 

Referencias Bibliográficas:

Martinez, Luciano. Curso de Direito do Trabalho – 5º Ed.2014, Editora Saraiva.

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