Ao contrário do que se pensa, não há prazo estipulado para que seja reconhecida a união estável, o prazo mínimo deixou de ser exigido em 1996. Não é necessário sequer o convívio sob o mesmo teto, uma vez que existem relacionamentos tanto em casamento civil quanto união estável em que o casal trabalha em cidades diferentes. Assim como a existência de filhos entre o casal também não a caracteriza.  No entanto, a união estável traz obrigações e direitos para ambas as partes, como lealdade, respeito, assistência e guarda, sustento e educação dos filhos.

A comprovação do início e do fim da união estável é bem fácil, podendo ser feita através de cartas, contas, testemunhas, fotos e demais meios que puderem ser utilizados. Assim como sua formação não exige formalidades, seu fim também não exige, podendo ser constatada apenas pelo fato dos companheiros deixarem de morar juntos.

O reconhecimento da união estável é baseado na convivência pública, continua, duradoura e com intuito de constituir família. Em resumo, é a convivência entre o casal como se casados fossem. Esta forma de relacionamento encontra ainda diversos auxílios legais em favor de seu reconhecimento, como a possibilidade de ser convertida em casamento simplesmente através do pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil. Além disso, a união estável não encontra os obstáculos que suspendem o casamento civil, podendo inclusive ser reconhecida a união estável de pessoa divorciada e que tem novo relacionamento enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do antigo casamento.

Com relação aos aspectos patrimoniais a união estável é similar ao casamento. Assim como no casamento, caso não seja especificado o tipo de regime de bens que se deseja adotar, considera-se o regime de comunhão parcial de bens, ou seja, os bens adquiridos pelo casal na constância da união estável serão de ambos, e os bens adquiridos anteriormente ou recebidos por herança ou doação serão exclusivos a cada parte.

Para sanar essa situação de ausência de formalidades que expressem a vontade das partes, pode o casal elaborar uma escritura pública reconhecendo e datando o início da união estável, especificando o regime de bens adotado e demais aspectos que julguem importantes. A principal diferença no tratamento dado ao casamento é que em caso de morte quem convive em união estável participa somente da divisão dos bens, não sendo considerado como herdeiro necessário (como são os filhos, pais e cônjuge).

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