Escola no Rio de Janeiro é investigada por criação de montagens fotográficas íntimas envolvendo estudantes

Rio de Janeiro, 6 de março de 2023 – O Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA) está conduzindo uma investigação desde sexta-feira (3) envolvendo mais de 20 estudantes mulheres que são vítimas de montagens fotográficas íntimas criadas por colegas na Escola Santo Agostinho, no Rio de Janeiro.

As vítimas, a maioria das quais estuda na instituição, estão sofrendo as consequências prejudiciais dessas montagens manipuladas por inteligência artificial. Os interrogatórios das estudantes ocorreram ao longo dos últimos dias, enquanto o depoimento do diretor está previsto para terça-feira (7).

Suspeitos serão interrogados e podem ser considerados criminosos juvenis

Os suspeitos por trás desses atos inaceitáveis devem ser interrogados a partir de quarta-feira (8). Caso sua culpa seja comprovada, serão considerados criminosos juvenis e poderão receber medidas socioeducativas que podem durar até três anos, resultando na privação de sua liberdade. Essas medidas são extremamente importantes para garantir a segurança e proteção das vítimas.

Criação de fotos íntimas falsas configura crime grave

A principal acusação que os jovens podem enfrentar é imitar a participação das vítimas em cenas explícitas ou pornográficas por meio da alteração, montagem ou modificação de fotografias, vídeos ou qualquer outra forma de representação visual. Essa prática é proibida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e configura um crime sério.

Pais e ex-alunos exigem ações mais enérgicas da escola

Pais e ex-alunos estão exigindo ações mais enérgicas por parte da Escola Santo Agostinho. Embora a instituição já realize ações educativas para conscientizar os alunos sobre o uso ético das redes sociais, alguns pais acreditam que isso não é suficiente.

Um pai de um estudante e ex-aluno da escola enfatizou sua expectativa de expulsão imediata para aqueles que criaram as fotos e pelo menos suspensões para aqueles que as compartilharam. Segundo ele, palestras preventivas realizadas anteriormente não surtiram efeito, portanto é necessário implementar punições mais severas. Ele argumenta que a escola tem o dever de agir com o máximo rigor diante desses acontecimentos.

Outros ex-alunos e pais também estão exigindo a suspensão e expulsão dos responsáveis pela escola. Eles ressaltam que embora não seja culpa direta da instituição o que um único estudante faz, é responsabilidade da escola responder adequadamente e proteger todos os alunos. Eles questionam se a escola manteria na instituição estudantes que tenham cometido crimes contra outros colegas.

Necessidade de medidas rigorosas para coibir comportamentos inaceitáveis

É essencial destacar que casos como esses são preocupantes e suas repercussões podem afetar profundamente as vítimas. É fundamental que as autoridades competentes tomem medidas rigorosas para coibir esses comportamentos inaceitáveis e garantir um ambiente seguro para todos os estudantes. A educação sobre o uso ético das redes sociais deve ser reforçada em todas as instituições de ensino, juntamente com medidas eficazes de prevenção e punição em casos semelhantes.

NotíciaResumo
TítuloRELATÓRIO: Vítimas de montagens fotográficas íntimas feitas com inteligência artificial são interrogadas no Rio de Janeiro.
DataDesde sexta-feira (3)
LocalRio de Janeiro
DescriçãoO Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA) está interrogando mais de 20 estudantes mulheres vítimas de montagens fotográficas íntimas criadas por colegas na Escola Santo Agostinho. Os suspeitos serão interrogados a partir de quarta-feira (8) e podem receber medidas socioeducativas.
AcusaçãoImitar a participação das vítimas em cenas explícitas ou pornográficas por meio da alteração, montagem ou modificação de fotografias, vídeos ou qualquer outra forma de representação visual.
ReivindicaçõesPais e ex-alunos estão exigindo ações mais enérgicas por parte da escola, incluindo expulsão imediata para os responsáveis pelas montagens e suspensões para aqueles que as compartilharam.
ConsequênciasAs medidas socioeducativas podem durar até três anos, resultando na privação de liberdade dos suspeitos. É necessário reforçar a educação sobre o uso ético das redes sociais e implementar medidas eficazes de prevenção e punição.

Com informações do site G1.

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