Crimes com criptomoedas: Bitcoin está envolvido em 19% deles

O Bitcoin (BTC), a maior criptomoeda do mundo em termos de capitalização de mercado, tem mostrado uma diminuição significativa em seu envolvimento com atividades criminosas nos últimos anos. De acordo com um relatório publicado pela TRM Labs em junho deste ano, o BTC representou apenas 19% dos crimes relacionados a criptomoedas em 2022. Essa proporção marca uma queda substancial em relação a 2016, quando o Bitcoin estava envolvido em impressionantes 97% desses incidentes.

No passado, dois terços dos casos de roubo de carteiras por hackers estavam ligados ao Bitcoin. No entanto, no ano passado, esse número caiu para apenas 3%. O Ethereum assumiu a liderança nesse aspecto, correspondendo a 68% dos casos de hackeamento, seguido pela Binance Smart Chain com 19%.

Mudanças no cenário do Bitcoin

Outro dado relevante é que a participação do Bitcoin no financiamento do terrorismo também diminuiu consideravelmente nos últimos seis anos. Enquanto em 2016 o BTC representava quase a totalidade dos fundos utilizados para esse fim, no ano passado foi a TRON que liderou esse triste ranking, com 92% do volume.

O relatório da TRM Labs destaca ainda que os criminosos virtuais têm adotado novas estratégias para evitar as autoridades e lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. Uma tática cada vez mais comum entre eles é o “salto de cadeia”, que consiste na rápida transferência de fundos entre diferentes criptomoedas e blockchains. Essa prática visa dificultar o rastreamento das transações e ocultar a origem criminosa dos recursos.

O mercado de criptomoedas e a luta contra atividades criminosas

É importante ressaltar que, apesar de ainda haver crimes relacionados a criptomoedas, o Bitcoin tem se mostrado cada vez menos envolvido nesses casos. A mudança de cenário está relacionada ao maior uso de outras criptomoedas pelos cibercriminosos, bem como às medidas adotadas pelas autoridades para monitorar e combater atividades ilegais no ecossistema das criptos.

Com base nos dados apresentados pelo relatório da TRM Labs, estima-se que movimentações fraudulentas através de esquemas atingiram a impressionante soma de US$7,8 bilhões apenas em 2022.

Por fim, é importante destacar que esses dados evidenciam a evolução do mercado de criptomoedas em sua luta contra atividades criminosas. As criptos têm buscado soluções para aumentar a segurança e promover um ambiente confiável para seus usuários.

Bitcoin e crimes relacionados a criptomoedas
O Bitcoin representou apenas 19% dos crimes relacionados a criptomoedas em 2022, marcando uma queda significativa em relação a 2016, quando estava envolvido em 97% desses incidentes.
O número de casos de roubo de carteiras por hackers ligados ao Bitcoin caiu de dois terços para apenas 3% no ano passado. O Ethereum assumiu a liderança, correspondendo a 68% dos casos de hackeamento.
A participação do Bitcoin no financiamento do terrorismo diminuiu consideravelmente nos últimos seis anos, com a TRON liderando esse ranking no ano passado, com 92% do volume.
Criminosos virtuais têm adotado o “salto de cadeia”, transferindo rapidamente fundos entre diferentes criptomoedas e blockchains para dificultar o rastreamento das transações e ocultar a origem criminosa dos recursos.
Movimentações fraudulentas através de esquemas atingiram a soma de US$7,8 bilhões apenas em 2022.

Com informações do site Bitcoin.com.

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