Ex-presidente Jair Bolsonaro planejou ocultar pessoas investigadas pela Polícia Federal no Palácio da Alvorada, segundo depoimento de tenente-coronel em colaboração premiada. O objetivo seria evitar acusações de crimes relacionados a ataques às instituições democráticas. Um dos acusados, Oswaldo Eustáquio, fugiu para o Paraguai.

O tenente-coronel afirmou que Bolsonaro instruiu pessoalmente Eustáquio a se esconder na residência oficial para evitar prisão. Outras fontes também relatam que Bolsonaro considerou tomar medidas semelhantes em relação ao youtuber Bismark Fugazza, ambos investigados pelo STF.

As acusações foram confirmadas por três fontes diferentes do UOL e revelam que uma reunião entre Bolsonaro e Eustáquio ocorreu em dezembro de 2023 no Palácio da Alvorada. Embora exista um vídeo mostrando Eustáquio na residência oficial, ele negou a intenção de se esconder lá para evitar prisão.

No entanto, tanto Fugazza quanto Eustáquio foram alvo de mandados de prisão emitidos pelo juiz Alexandre de Moraes, do STF, no final de dezembro. Fugazza foi detido pelas autoridades paraguaias, enquanto Eustáquio conseguiu solicitar asilo e escapar da prisão.

“Gabinete do Ódio” e agitação política

O tenente-coronel Mauro Cid também mencionou o “Gabinete do Ódio”, grupo de assessores no Palácio do Planalto supostamente responsável por lançar ataques contra funcionários públicos e instituições em plataformas digitais. Essas revelações têm gerado agitação política e social, e espera-se mais detalhes durante a investigação.

A defesa de Bolsonaro nega as acusações, alegando falta de proximidade entre o ex-presidente e Eustáquio. No entanto, o acordo de colaboração premiada assinado por Mauro Cid com a Polícia Federal foi ratificado pelo juiz Alexandre de Moraes. As consequências dessas revelações podem ter um impacto significativo no cenário político atual e nas investigações em andamento.

Resumo da Notícia
Segundo depoimento de tenente-coronel em acordo de colaboração premiada, Bolsonaro teria planejado ocultar pessoas investigadas pela PF no Palácio da Alvorada para evitar acusações de crimes contra instituições democráticas.
Oswaldo Eustáquio, defensor do governo Bolsonaro, teria sido instruído por Bolsonaro a permanecer escondido na residência oficial.
Youtuber Bismark Fugazza também teria sido considerado para as mesmas medidas de ocultação.
Reunião entre Bolsonaro e Eustáquio ocorreu em dezembro de 2023 no Palácio da Alvorada, conforme confirmado por três fontes diferentes do UOL.
Eustáquio nega intenção de se esconder no Palácio da Alvorada, mas ambos ele e Fugazza foram alvos de mandados de prisão emitidos pelo STF.
Existência do “Gabinete do Ódio” também mencionada no depoimento do tenente-coronel.
Defesa de Bolsonaro nega as acusações, mas acordo de colaboração premiada foi ratificado pelo juiz Alexandre de Moraes.
Revelações podem ter impacto significativo no cenário político e nas investigações em andamento.

Com informações do site UOL.

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