Cliente é indenizado em R$ 20.000,00 após falsa acusação de roubo em loja da Via Varejo

No Segundo Juizado Cível de Brasília, a empresa Via Varejo S/A foi condenada a pagar uma indenização a um cliente devido a uma falsa acusação de roubo feita por uma vendedora. A decisão do tribunal estabeleceu o valor de R$ 20.000,00 para compensar os danos psicológicos sofridos pelo cliente.

O incidente ocorreu em 23 de fevereiro de 2022, quando o cliente visitou a loja da Via Varejo com a intenção de comprar um eletrodoméstico. Ele já havia sido atendido por uma vendedora anteriormente e retornou à loja para dar continuidade às negociações. Foi nesse momento que outra vendedora o acusou injustamente de ter roubado seu celular.

Diante dessa situação constrangedora, o cliente sentiu-se obrigado a abrir sua mochila e mostrar seu conteúdo para provar sua inocência. Pouco tempo depois, a vendedora encontrou seu próprio celular e desculpou-se discretamente pelo erro.

O cliente alega ter passado por situações humilhantes ao ser falsamente acusado de um crime, atribuindo o incidente aos preconceitos da vendedora. A defesa da Via Varejo argumenta que não há provas suficientes para apoiar a versão do cliente e afirma que a vendedora apenas perguntou se ele havia visto seu celular, uma vez que o havia deixado cair anteriormente enquanto o atendia.

Na sentença, o juiz destaca que é pouco provável que a pergunta da vendedora sobre o paradeiro do celular pudesse ser interpretada como inocente, mesmo que tenha sido feita de maneira educada. Ele também ressalta que o cliente afirmou ter se sentido constrangido pelos olhares das outras pessoas presentes na loja ao abrir sua mochila e mostrar seu conteúdo para as vendedoras ao redor. A defesa da empresa não contestou essa declaração, o que levou o juiz a considerá-la verdadeira.

Além disso, o juiz enfatiza que é pouco razoável supor que um consumidor satisfeito inventaria uma história completamente fictícia, registraria uma denúncia policial, procuraria um advogado e recorreria ao Poder Judiciário sem motivo. Com base em todas as circunstâncias apresentadas, ele concluiu que há, de fato, a obrigação de indenizar pelos danos psicológicos sofridos pelo cliente.

É importante ressaltar que essa decisão pode ser objeto de recurso. Para mais informações detalhadas sobre esse caso especificamente, é possível consultar o Processo Judicial Eletrônico – PJe acessando o número do processo: 0710138-44.2022.8.07.0001.

Notícia
No Segundo Juizado Cível de Brasília, a empresa Via Varejo S/A foi condenada a pagar uma indenização de R$ 20.000,00 a um cliente
O cliente foi falsamente acusado de roubo por uma vendedora da loja
O incidente ocorreu em 23 de fevereiro de 2022
O cliente abriu sua mochila para provar sua inocência, mas a vendedora encontrou seu próprio celular e se desculpou
O cliente alega ter passado por situações humilhantes e atribui o incidente a preconceitos da vendedora
A defesa da Via Varejo argumenta que não há provas suficientes para apoiar a versão do cliente
O juiz considerou a pergunta da vendedora sobre o celular como algo improvável de ser interpretado como inocente
O cliente afirmou que os olhares das outras pessoas na loja o constrangeram a abrir sua mochila
O juiz concluiu que há obrigação de indenizar pelos danos psicológicos sofridos pelo cliente
A decisão pode ser objeto de recurso
Para mais informações detalhadas, consulte o Processo Judicial Eletrônico – PJe com o número do processo: 0710138-44.2022.8.07.0001

Com informações do site tjdft.jus.br.

Categorizado em: