Seguradoras relatam falta de autopeças nas oficinas e possível impacto no preço das apólices

Um estudo realizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que engloba 72 seguradoras associadas, revelou dados preocupantes sobre os atrasos na entrega de peças para conserto de veículos segurados. Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 235.000 incidentes automobilísticos cobertos por contratos de seguro, como roubos e colisões, dos quais 7% tiveram atrasos na recepção das peças necessárias.

Faltam 7.100 peças até agosto

De acordo com o estudo, das 40.700 peças solicitadas nesse período, ainda faltavam 7.100 até agosto. A maioria dessas peças (65%) são componentes básicos do corpo dos veículos, como para-choques, faróis, portas e painéis. Os componentes mecânicos representam apenas 25% do total.

Prazo de espera aumentou para 25 dias

A situação tem se agravado nos últimos anos. Em 2019, os clientes costumavam ter um carro alugado fornecido pelas seguradoras por uma média de 11 dias enquanto as oficinas aguardavam as peças. Em 2023, esse período aumentou para 25 dias. Esse aumento no tempo de espera tem gerado consequências negativas tanto para as oficinas quanto para os consumidores.

Aumento de custos e preços dos seguros

Antonio Fiola, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação e Acessórios para Veículos (Sindirepa Brasil), que representa mais de 5.000 oficinas de reparação em todo o país, afirma que os veículos ficam desmontados aguardando as peças por cerca de 15 dias, ocupando um espaço valioso nas oficinas. Segundo Fiola, essa situação acarreta em custos adicionais para as seguradoras, que precisam fornecer carros alugados por mais tempo, e eventualmente será repassada aos consumidores através do aumento nos preços dos seguros.

Necessidade de solução imediata

Marcelo Sebastião, presidente da comissão de seguros automotivos da FenSeg, destaca a necessidade de solucionar o problema o quanto antes para evitar mais atrasos e piora no início de 2024. Ele ressalta que os consumidores devem entrar em contato com os fabricantes responsáveis caso as oficinas informem sobre prazos prolongados para o conserto de seus veículos.

Diálogos entre as instituições envolvidas

Em resposta ao relatório da FenSeg, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) declarou que não tem conhecimento de qualquer falta de componentes ou peças e que a situação não foi mencionada em suas discussões internas. No entanto, Sebastião informa que estão sendo realizadas discussões com Sindirepa e Sindipeças para resolver o problema e envolver outras instituições, como a própria Anfavea e órgãos de proteção ao consumidor.

Esperança de retomada dos prazos anteriores

É importante destacar que ainda não é possível estimar com precisão o impacto financeiro para os consumidores, pois o problema é generalizado e afeta vários fabricantes. Entretanto, espera-se que os diálogos entre as instituições envolvidas acelerem o processo de produção e entrega das peças faltantes. A ideia é retomar os prazos anteriores, que eram em média de 5 a 7 dias para reparação dos veículos segurados.

Impactos significativos para as oficinas, seguradoras e consumidores

Em resumo, os atrasos na entrega de peças para conserto de veículos segurados têm gerado impactos significativos para as oficinas, seguradoras e consumidores. A FenSeg alerta para a possível consequência desses atrasos nos preços dos seguros e destaca a importância do contato direto com os fabricantes em casos de prazos prolongados. As discussões entre as partes envolvidas visam acelerar o processo de reposição das peças e minimizar os impactos causados por essa situação.

Resumo da Notícia
Um estudo da FenSeg revelou que 7% dos incidentes automobilísticos segurados tiveram atrasos na entrega de peças necessárias.
Dos 40.700 peças solicitadas, ainda faltavam 7.100 até agosto, sendo que 65% são componentes básicos do corpo dos veículos.
O tempo de espera por peças aumentou de 11 para 25 dias entre 2019 e 2023.
As oficinas ficam com os veículos desmontados aguardando as peças, gerando custos adicionais para as seguradoras.
A FenSeg destaca a importância de entrar em contato com os fabricantes responsáveis em casos de prazos prolongados.
Estão sendo realizadas discussões entre Sindirepa, Sindipeças, Anfavea e órgãos de proteção ao consumidor para solucionar o problema.
Espera-se que as conversas acelerem a produção e entrega das peças, retomando os prazos anteriores de 5 a 7 dias para reparação dos veículos.

Com informações do site InfoMoney.

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