PF prende miliciano que seria alvo de traficantes que executaram médicos na Barra da Tijuca

A Polícia Federal prendeu na tarde de terça-feira Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, membro da milícia que era alvo dos traficantes responsáveis pela execução por engano do médico Perseu Ribeiro de Almeida e outros dois colegas. A detenção ocorreu próximo ao Centro Metropolitano, em Barra da Tijuca.

Oficial da polícia militar entre os detidos

Um dos detidos é um oficial da polícia militar. Taillon já havia sido condenado anteriormente por liderar a milícia em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. A organização criminosa está envolvida em disputas territoriais com uma facção que controla a Cidade de Deus, onde os assassinos dos médicos possivelmente buscaram refúgio após cometerem o crime.

Detalhes do ataque aos médicos

Os médicos Diego Half Bomfim, Perseu Ribeiro e Marcos Andrade Corsato foram assassinados em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, próximo ao Hotel Windsor, onde estavam hospedados para uma conferência ortopédica. O ataque ocorreu por volta de 1h da madrugada e foi realizado por criminosos armados que saíram de um carro branco. Uma câmera de segurança registrou o momento do ataque. Após efetuarem seus primeiros disparos, os agressores retornaram para o veículo, mas alguns voltaram e continuaram atirando nos médicos. O ataque durou aproximadamente 20 segundos.

Traficantes suspeitos de matar médicos também foram assassinados

Após o crime, quatro supostos traficantes foram encontrados mortos na região de Gardênia Azul, também na Zona Oeste. Um deles era Philip Motta Pereira, conhecido como Lesk, suspeito de instigar uma guerra entre traficantes e milícias. Ryan Soares de Almeida, braço direito de Lesk, também foi identificado. Os dois e mais duas pessoas foram encontrados em um carro abandonado em Camorim. A polícia suspeita que esses traficantes tenham sido assassinados pela própria facção depois de terem matado os médicos por engano.

Confusão entre os alvos

A principal linha de investigação sugere que o médico Perseu Ribeiro Almeida tenha sido confundido com Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, membro proeminente da milícia.

Perfil do miliciano

Taillon é filho de Dalmir Pereira Barbosa e ambos são identificados pelo Ministério Público do Rio como membros de uma quadrilha que atua na Zona Oeste da cidade. Ele foi condenado a oito anos e quatro meses de prisão por liderar essa quadrilha, mas atualmente estava em prisão domiciliar. A liberdade condicional estabelece restrições, como se apresentar ao tribunal a cada três meses para comprovar suas atividades e não frequentar locais considerados inapropriados.

Notícia
Polícia Federal deteve Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, membro da milícia alvo dos traficantes responsáveis pela execução por engano do médico Perseu Ribeiro de Almeida e outros dois colegas.
Detenção ocorreu na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, nas proximidades do Centro Metropolitano, em Barra da Tijuca.
Um dos detidos é um oficial da polícia militar.
Taillon já havia sido condenado anteriormente por liderar a milícia em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.
Milícia está envolvida em disputas territoriais com uma facção que controla a Cidade de Deus.
Médicos Diego Half Bomfim, Perseu Ribeiro e Marcos Andrade Corsato foram assassinados em um quiosque na Avenida Lúcio Costa.
Ataque ocorreu por volta de 1h da madrugada por criminosos armados que saíram de um carro branco.
Câmera de segurança registrou o momento do ataque.
Após o crime, foram encontrados quatro supostos traficantes mortos na região de Gardênia Azul.
Polícia suspeita que traficantes tenham sido assassinados pela própria facção depois de terem matado os médicos por engano.
Médico Perseu Ribeiro Almeida pode ter sido confundido com Taillon de Alcântara Pereira Barbosa.
Taillon e seu pai são membros de uma quadrilha que atua na Zona Oeste da cidade.
Em dezembro de 2020, Taillon teve prisão preventiva determinada pelo crime de organização criminosa.
Em junho de 2022, ele foi condenado a oito anos e quatro meses de prisão por liderar essa quadrilha.
Taillon recebeu prisão domiciliar e permissão para sair de casa em março do ano seguinte.
Liberdade condicional estabelece restrições como apresentação periódica ao tribunal e horário de recolhimento.

Com informações do site G1.

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