A deficiência nos dados está prejudicando o combate ao crime no Brasil, revela estudo

A deficiência nos dados está prejudicando o combate ao crime no Brasil, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No ano passado, foram registrados quase dois roubos ou furtos de telefones celulares por minuto, totalizando 999.223 casos. No entanto, um estudo da Fundação Getulio Vargas revela que os brasileiros têm sido vítimas de roubo cinco vezes mais do que indicam os dados oficiais.

Essa discrepância é conhecida como subnotificação e varia de estado para estado. Por exemplo, no Rio de Janeiro e na Bahia, os números denunciados pelas vítimas são cerca de quatro vezes maiores do que os registrados oficialmente. Já em Sergipe, os dados oficiais representam menos de um décimo das vítimas.

A subnotificação varia conforme o tipo de crime. Nos roubos de veículos, por exemplo, ela tende a ser baixa porque as vítimas precisam registrar um boletim para acionar o seguro. No entanto, nos roubos em geral, fatores como o tempo investido na denúncia e a falta de confiança nos resultados podem influenciar na não notificação.

Essa falta de informação precisa impacta diretamente nas políticas de segurança e na prevenção do crime. Sem um diagnóstico preciso, torna-se difícil planejar ações efetivas. Também fica complicado determinar se houve aumento real da violência ou apenas mais pessoas se sentindo encorajadas a denunciar.

Além disso, as estatísticas oficiais são cruciais para criar um planejamento adequado. Levando em consideração a diversidade dos 27 estados brasileiros, com diferentes formas de coleta de dados, é evidente que as autoridades frequentemente tomam decisões sem informações precisas e confiáveis.

Para combater essa situação, a economista Joana Monteiro sugere que o governo federal e os estados invistam em pesquisas sobre vitimização, como as realizadas pelo IBGE, e as analisem em conjunto com os dados oficiais. Dessa forma, será possível obter um conhecimento detalhado sobre o crime no país e garantir um planejamento mais efetivo.

Compreender a verdadeira magnitude da violência é fundamental para utilizar os recursos disponíveis de forma adequada. Assim como no cuidado da saúde, é necessário ter uma compreensão precisa da incidência da violência e utilizar diversas fontes de dados para mapeá-la completamente.

Em suma, a subnotificação de crimes no Brasil é um desafio constante para o governo na luta contra o crime. É indispensável investir em um sistema de informação de segurança mais efetivo, com dados consistentes e análises frequentes, a fim de combater a violência de forma mais eficaz.

Resumo da Notícia
No Brasil, a subnotificação de crimes é um fenômeno que vai além dos números presentes nas estatísticas oficiais.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado houve quase dois roubos ou furtos de telefones celulares por minuto, totalizando 999.223 casos registrados.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas revela que os brasileiros têm sido vítimas de roubo cinco vezes mais do que indicam os dados oficiais.
A subnotificação varia de estado para estado, sendo que no Rio de Janeiro e na Bahia, os números denunciados pelas vítimas são cerca de quatro vezes maiores do que os registrados oficialmente.
Nos roubos de veículos, a subnotificação tende a ser baixa porque as vítimas precisam registrar um boletim para acionar o seguro.
A falta de informação precisa impacta diretamente nas políticas de segurança e na prevenção do crime.
Para combater essa situação, sugere-se que o governo federal e os estados invistam em pesquisas sobre vitimização e as analisem em conjunto com os dados oficiais.
É indispensável investir em um sistema de informação de segurança mais efetivo, com dados consistentes e análises frequentes, a fim de combater a violência de forma mais eficaz.

Com informações do site Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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